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Se Llama Copla 4 – Gala 29 – Final – 16.04.2011
Gala final da 4.a edição
Alejandra RODRIGUEZ abriu musicalmente a pré-gala cantando “Tientos del cariño” (Molina, Gordillo, Quintero e León Arias). Subtil, magistral: domínio perfeito do cenário e dos textos poético e musical! Vestido esplêndido de Eva ZAMORANO.
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Veronica ROJAS deu início à recta final do concurso interpretando “En una esquina cualquiera” de León, Molina Moles e Quiroga. Vestida por Matilde CANO.
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Seguiu-se Alvaro VIZCAÍNO, mesmerizante com a sua pessoalíssima versão de “Limosna de amores” (Quintero, León e Quiroga).
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Anaraida SÁNCHEZ resumiu o seu magnifico percurso no programa interpretando “Te he de querer mientras viva“, de León e Quiroga. Sentimento, quejío, fabuloso sentido estético e interpretativo. Grande Anaraida, grande, grande Anaraida! Luziu belíssimo vestido de CAÑAVATE.
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Concluiu a primeira parte Fran DOBLAS, com uma boa interpretação de “Pastora Imperio” (León e Solano).
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Alejandra RODRIGUEZ introduziu os desafios finais com uma das suas coplas de referência. Cantou “El emigrante” (Valderrama, Pitto e Serrapi), conseguindo inovar e recriar a sua própria versão. Vestida com suprema elegância por MISURA.
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Veronica ROJAS e Alvaro VIZCAÍNO disputaram o primeiro desafio cantando, respectivamente, “Tatuaje” (Valerio, León e Quiroga) e “Mi niña Lola” (Moles, Torres Garzón e Rivas).
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O público decretou o 4.o lugar para Verónica.
Coube em seguida a Anaraida SANCHEZ (vestida por CAÑAVATE) enfrentar-se a Alvaro VIZCAíNO. Desafio de gigantes, cujas vozes e estilos cobrem os mais largos espectros da copla, em que cantaram, respectivamente “Mi amigo“, de León e Solano, e “Romance de Juan Osuna“, de Quintero, León e Quiroga.
O público decretou o 3.o lugar para Alvaro.
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O primeiro lugar foi disputado entre Fran DOBLAS e Anaraida SÁNCHEZ.
Fran cantou “Sevilla” (Alejandro e Beigbeder), e Anaraida deu-nos uma impressionante exibição de canto e desempenho dramático interpretando “La Loba” (León, Molina Moles e Quiroga).
O público decretou o 1.o lugar para Fran DOBLAS.
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Considerações finais
Nível artístico:
No início desta edição notou-se alguma dificuldade na selecção de concorrentes de alto nível. É de sublinhar que os quatro finalistas tenham sido exclusivamente concorrentes da primeira hora.
A organização do concurso revelou grandes fraquezas no que respeita aos dispositivos de arbitragem. Em muitas ocasiões a apreciação do júri foi totalmente neutralizada pela votação do público, noutras ocasiões a perseverança do júri em manter candidatos manifestamente indesejados pelo público introduziu distorções com impacto certo no resultado final.
Candidatos:
Pasaram pelo concurso excelentes candidatos, estrelas potenciais que brilharão no panorama musical espanhol. São de destacar:
Remedios CASTRO, Isabel GENIZ, Patricia DEL RIO, Maria Jose AGUILAR, Rocío NAVARRO.
Produtor:
Pive AMADOR acrescentou mais um êxito rotundo aos anteriores. Brilhou também pelas atitudes francas e transparentes.
Júri:
Globalmente, esteve bem.
Marta QUINTERO foi o elemento mais operante, mais prudente e mais sereno. Nota máxima!
Hilário LOPEZ aliou a serenidade e displicência dos decanos sábios à participação construtiva, que só falhou pontualmente em raras galas.
Manuel LOMBO : começou muitíssimo bem, comportando-se como meteoro em ascendência até ao fim de 2010. A partir daí deixou-se envolver em situações menos claras (p.ex. cantar em espectáculo publico com Veronica ROJAS) e deu azo a polémicas ridículas (incidente da votação telefónica em Mila BALSERA) que desvalorizaram as suas excelentes prestações técnicas. É um grande cantor e foi excelente analista do desempenho técnico e artístico dos concorrentes, sendo em geral justo e equitativo (com excepção marcante na decisão de atribuição de um certo “9″ a Anaraida).
Se Llama Copla 4 – Viernes noche – 04.02.2011
Remedios CASTRO abriu o programa com uma avalanche de duende, cantando por tangos ”S.O.S.“, belissímos poema e musica de Maite Martin
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Após actuação de Inma GARCÍA II, seguiu-se longa entrevista de Remedios, durante a qual fez prova de grande dominio da arte da contenção perante as camaras e as tentativas repetidas de destabilização do entrevistador:
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Continuou o programa com actuações de Jessica RIZZO que cantou “Ojos verdes“ (Valverde, León e Quiroga)
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e Marisol DELGADO, que cantou ”Capote de grana y oro“, de Quintero, León e Quiroga:
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Mercedes RÍOS veio ao programa interpretar “Sus pícaros ojos“, de Francisco Alonso:
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Disputaram a presença no desafio de amanhã Marisol DELGADO e Inma GARCÍA II, que cantaram “No me quieras tanto” de Quintero, León e Quiroga:
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O júri decidiu-se por Inma.
Se Llama Copla 4 – Gala 18 – 29.01.2011
Gala magistralmente aberta por Maria Jose AGUILAR interpretando “En el ultimo minuto“. Proporcionou momentos artisticamente sublimes, transmitiu com grande dignidade emoção e sentimento.
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Patricia DEL RÍO - “En las cruces de mi reja” de Quintero e Mostazo. Vestido de Manuela GONZÁLEZ.
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Remedios CASTRO - “Tengo un te quiero“ de A. Cintas. Passeou com grande elegância o mais belo vestido da gala, criação de Manuela BERRO.
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Verónica ROJAS - “El emigrante” de Valderrama, Pitto e Serrapi. Belo vestido de Amparo MACIÁ.
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Anaraida SÁNCHEZ – “Se nos rompió el amor“ de M. Alejandro, A. Magdalena. Elegante vestido de Aurora GAVIÑO.
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Isabel GENIZ - “Al alimón” de León e Solano. Luziu belissímo vestido de Cristo BÁÑEZ.
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Álvaro VIZCAÍNO - “La Sebastiana” de Quintero, León e Quiroga
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Mila BALSERA – “La sombra vendo” de Llabrés, Molés e Gordillo. Vestido de Luchi CABRERA.
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Álvaro HERNÁNDEZ – “La luna y el toro” de Cintas e Castellano
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Juanma JEREZ - “El macetero“ de Castillejo, Del Cid e Legaza
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Juan SERRANO - “La niña de Puerta Oscura” de Quintero, León e Quiroga
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DESAFIO
Fran DOBLAS
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Remedios CASTRO
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Foi com mágoa que assistimos ao abandono de Remedios CASTRO, em quem reconhecemos a profundidade e o relevo dos grandes artistas.
Fran DOBLAS é interprete excelente, com qualidades vocais invulgares. Mas, ao contrário de Remedios, a falta de experiência – principalmente de vida – ainda não lhe permite apropriar-se dos temas que canta.
Auguramos à excelente cordobesa uma carreira plena de êxitos, pois estamos certos de que a sua incursão no mundo da copla não terminou aqui.
Se Llama Copla 4 – Gala 17 – 22.01.2011
Verónica ROJAS proporcionou alguns dos momentos mais altos de todas as edições de Se Llama Copla. A sua interpretação de “Tatuaje“ (Valerio, León e Quiroga) ficará nos anais do concurso. Vestida por Aurora GAVIÑO.
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Anaraida SÁNCHEZ teve também uma grande, grande noite, executando “Dime que me quieres“ (León e Quiroga) com perfeição técnica e sentimento impressionantes. Luziu belo vestido de Matilde CANO.
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Isabel GENIZ cantou bem “La luna me engañó“ (Murillo, Gutiérrez e Fandiño), demonstrando a sua maturidade artística ao recuperar instantaneamente da queda com que iniciou a sua actuação. Belo vestido de Luchi CABRERA.
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Remedios CASTRO – “Campanero jerezano“ (Tenorio, San Julián, Freire): força, quejío, e virtuosidade coreográfica. Apesar de algumas falhas, foi uma grande interpretação, uma das melhores de Remedios.
Vestida por Pilar VERA.
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Álvaro VIZCAÍNO arriscou com uma copla pouco conhecida – “La luz de tus ojos grises“ (Gallardo e Sánchez Ortega). Executou com o rigor e a perfeição que lhe são próprios.
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Apesar dos meritíssimos esforços que desenvolve, Patricia DEL RÍO continua a ser injustamente ignorada pelo público, por razões certamente ligadas ao sistema de votação. Cantou “Bulerías de Antonio Torres“ de Quintero, León e Quiroga com segurança, rigor técnico, e muita, muita arte. Vestida por Manuela BERRO.
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Juanma JEREZ é outra das vitimas do sistema de votação (linhas abertas em permanência), que dissolve a valoração das actuações em palco confundindo-as com as que são atribuídas durante a semana ao magnetismo pessoal dos candidatos. Cantou muito bem “Los cuatro candiles” de Quintero e Gordillo.
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Não sendo das mais coloridas interpretações de “Compuesta y sin novio“ (Valverde, León e Quiroga) das que já passaram pelo concurso, a de Mila BALSERA foi bastante convincente, pela desenvoltura e execução coreográfica. Vestida por Manuela GONZALEZ.
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Como sublinhou Hilário LÓPEZ com a sua proverbial pertinência, Juan SERRANO cultiva com mestria um estilo clássico que agrada sobremaneira a uma parte significativa dos telespectadores. Cantou “Adiós a España“ (Perelló e Montorio) com segurança e perfeição técnica, ainda que com algum deficit de sentimento.
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Pelo seu estilo atípico e invulgar, Álvaro HERNÁNDEZ é o outsider desta edição do concurso. Interpretou com mestria “Niña Caracola“, de Kola e Castellano.
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Desafio final:
Defrontaram-se Mila BALSERA e Rocío NAVARRO cantando “Antonio Vargas Heredia“, de Mostazo e De la Oliva.
Duas vozes magnificas, que estranhamente se completam. A decisão do júri – porventura das mais dificeis com que se confrontou – garantiu a presença de Mila em mais uma gala do concurso.
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Quanto ao júri:
Pive AMADOR veio a terreno defender um príncipio que deveria fazer parte do regulamento do concurso: as valorações devem tendencialmente reflectir os méritos relativos dos candidatos uns em relação aos outros.
Sublinhou também o caracter condicionante das primeiras pontuações da noite, que devem ser ajustadas de forma a não prejudicarem as seguintes.
Manuel LOMBO teve o seu mau momento ao votar a valoração de Anaraida acompanhada de uma declaração injusta, impertinente e irresponsável. Tendo em conta a alta qualidade do trabalho que vem prestando desde a primeira gala, propomos que o incidente se encerre e seja radicalmente esquecido.
Marta QUINTERO: sem reparos.
Hilario LÓPEZ MILÁN demonstrou a sua sabedoria, ponderação e veia diplomática na forma como contribuiu para diluir o incidente que opôs Manuel LOMBO e Pive AMADOR. Ao atribuir a nota máxima a Anaraida não só foi pertinente e justo, mas também transmitiu à candidata a mensagem de confiança que a sua belíssima prestação merecia.
