Archivos Mensuales: septiembre 2009

Se Llama Copla – 2009/2010 – Gala 2 – 26.09.2009

Congratulámo-nos com a presença de Nayara MADERA, aparentemente recuperada do problema de saúde que a afectou! Constatámos com prazer a forma digna e elegante com que Rocio MOLINA encarou o seu afastamento definitivo, que lamentamos, sem no entanto assumirmos qualquer rejeição da encantadora Miriam JAÉN, a quem damos as mais sinceras boas-vindas!

Convidada: Patricia VELA. Tecnicamente banal – limitou-se a repetir observações dos outros membros do Júri, e a adoptar a postura do veterano que encoraja principiantes. Pessoalmente, revelou-se simpática, digna, correctíssima. Cantou muito bem, e o improviso com que obsequiou (e comoveu!) Eva GONZALEZ foi momento alto da gala.

Eva GONZALEZ esteve elegantíssima, segura, ágil e firme na condução dos trabalhos.

Congratulamo-nos constatando que Pepe GOMEZ evolui com certeza e segurança e aproveita as galas para absorver toda a informação necessária à produção de avaliações justas e objectivas. É notável a capacidade que vai adquirindo para dissociar as prestações dos candidatos das pessoas respectivas. Notável!

Maria JIMÉNEZ persiste na adopção de uma postura totalmente incompatível com alguns dos valores fundamentais do programa, nomeadamente com a elegância na forma de estar e nos propósitos.

Com total desrespeito pelos telespectadores – entre os quais se contam milhares de crianças apaixonadas pela copla – lançou-se pelo menos duas vezes em discursos eivados de grosseria. Tentou encontrar no lumbago a justificação para a “mala leche“, mas sendo vulgar e tecnicamente medíocre é mais provável que o (bem)dito seja castigo dos Deuses.

Pareceu-nos detectar um certo mal-estar em Hilário, cuja estilo e elegância intelectual são manifestamente incompatíveis com as tiradas de Maria JIMÉNEZ. Esteve bem: comedido, preciso, objectivo, construtivo.

Foi noite agitadíssima para Pive, que [supomos] começou com alguma tristeza pela eliminação definitiva de Rocio MOLINA – continuamos a entender que o programa ficou a perder – e prosseguiu na vivíssima (mas desagradável) troca de argumentos com a desnorteada Maria JIMÉNEZ após a prestação de Abraham RUIZ.

A sua decisão de “salvarÁlvaro LÓPEZ foi tacticamente correcta, pois entendemos que o quase médico ainda merece oportunidades de estágio.

Aplaudimos também com veemência – por oportuna e correctíssima – a inflexão táctica que consiste na retirada ao “retante” do direito de escolher “vitima“.

Notámos também a presença incómoda e inoperante do Reverendo Padre Medina no canto superior esquerdo do televisor, incómoda porque prejudicou o sempre excelente trabalho dos operadores de imagem e do realizador, e inoperante porque não surtiu qualquer efeito taumatúrgico, ou mesmo só apaziguador, nas excitações verbais e lombálgicas de Maria JIMENEZ.

Alguns candidatos saudaram Patricia VELA, e é gesto bonito de ver. Em contrapartida, continuaram (forçadamente?) hieráticos após a actuação dos colegas, o que no regresso dos colegas que quando os colegas regressam nos momentos de regresso dos colegas. Parece-nos que algum inconformismo por parte dos candidatos seria muito bem vindo. Se a Carolina BARROSO lê este blog, aqui lhe deixamos o desafio.

Maestros e orquestra excelentes – o que é habitual, mas merece sempre ser evocado. Bailarinos de altíssimo nível, que imprimem segura mais valia às actuações dos candidatos.

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Destacaram-se nesta Gala nr. 2 os candidatos seguintes:

Miríam JAÉN, sobretudo pela reacção correcta, inteligente e contida aos despropósitos de Maria JIMENEZ, particularmente notáveis numa jovem de 19 anos sem grande background cultural.

Mercedes RIOS esteve bem cantando o “Romance de la Reina Mercedes“, copla justamente qualificada de “castelhana” por Hilário. Foi elegantemente vestida por Luchi CABRERA.

Laura Maria LARREA contou-nos a história de “Los Niños de la Gabriela”, tecnicamente sem falhas e com encenação de qualidade.

© CanalSur

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Uma vez mais Selene MOLINA (“Mi Niña Lola“) e Alejandra RODRIGUEZ (En las cruces de mi reja) foram para nós as melhores presenças da noite.

© CanalSur

Com um estilo totalmente diferente e vincadamente pessoal, Selene fez-nos lembrar Laura GALLEGO, que na gala 21 da passada edição também cantou (e encantou!) “Mi Niña Lola“.

© CanalSur

Alejandra cantou mais uma copla difícil com rigor absoluto, com imersão total na música e no texto. Impressiona pela forma como entra em relação íntima com as peças musicais que Pive com grande pertinência lhe tem confiado. “Interpretação para sibaritas exigentes da copla” – justíssimas e merecidíssimas palavras de Hilário.

© CanalSur

Recomendamos a Alejandra toda a serenidade na gestão da sua [aparente] dificuldade em impressionar o público votante, que pensamos estar ligada ao nível altissimo das suas interpretações. Passou-se algo de semelhante com Sandra CABRERA na passada gala.

Parabéns a Selene e a Alejandra, as duas são formidáveis!

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Se Llama Copla – 2009/2010 – Gala 1 – 19.09.2009

Noticias desagradáveis: a estremenha Nayara MADERA foi acometida de doença súbita do foro oftalmológico durante a passada semana, e encontra-se sob vigilância médica no Hospital de Badajoz.

A direcção de Se Llama Copla decidiu reportar para o sábado da próxima semana o fecho da votação telefónica que nomeará a décima candidata. Louva-se a decisão, por sábia e humana. E sublinha-se a boa vontade com que Rocio MOLINA e Miriam JAEN – as duas concorrentes de Nayara – a acolheram.

Daqui nos associamos a todos os que desejam a Nayara MADERA um rápido restabelecimento!

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Noite intensa e complexa.

Convidado: Diego BENJUMEA, excelente representante da mais recente geração de cantaores, pessoa de bom senso, capacidade de análise critica, coerente nos seus propósitos e motivações.

Foram patentes a compreensível inexperiência dos candidatos e o desajuste funcional ainda bem perceptível dos dois novos membros do Júri.

Maria JIMÉNEZ uma vez mais nos pareceu insegura, tentando disfarçar com despropósitos brejeiros a dificuldade que tem em avaliar objectivamente as prestações dos candidatos (v. comentários à actuação de Álvaro LOPEZ).

Pepe GOMEZ esteve muito melhor, ainda que com algumas inconsistências. Viu-se correcto e muito interessado, estamos certos de que em breve alcançará o nível elevado que o concurso requer.

Hilário e Pive foram (uma vez mais…) garantes da coerência e da diversidade artísticas, e, em particular, não podemos deixar de saudar Pive com grande veemência pela acertada e oportuna decisão que tomou em relação a Carolina BARROSO, cujo estilo, empenho, e alegria contagiante são componentes de grande valor acrescentado para o concurso. Por alguma razão é a primeira candidata que se vê atribuir um apodo carinhoso (e pertinente!) pelo grupo – “La Carrerilla“.

Notámos também o desaparecimento das manifestações efusivas dos candidatos, que nas passadas edições nos habituámos a ver cada vez que regressam aos lugares a seguir à votação do Júri. Sugerimos a quem nos mencionou esse facto que talvez possa dever-se ao pouco tempo que ainda conviveram, mas confessamos que nos parece poder existir uma “contenção” obrigada. Se tal é o caso, mal, muito mal. Tudo quanto ofenda a espontaneidade dos candidatos prejudica o concurso.

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Sempre no nosso sempre modesto entender, destacaram-se nesta Gala nr. 1 – pela positiva ou pela negativa – os candidatos seguintes:

Mercedes RIOS – sobre quem na semana passada dissemos recair “uma responsabilidade muitíssimo superior à normal“, não foi capaz de dominar-se nem musicalmente nem comportamentalmente. Cantou menos bem “Luna de España“, e tentou justificar-se repudiando a copla que lhe coubera, irracional e injustamente. Magoou Pive AMADOR – que nela investira um dos seus jokers na final do casting! – e, estranhamente, não fez desertar os votantes (que nestas coisas votam mais com o coração do que com a razão – e ainda bem!).

O vestido de CAÑAVATE com que Mercedes passeou a sua interpretação era magnífico, sumamente elegante na sua simplicidade quase austera.

Maika GARCIA estreou “Como Bandá de Palomas“, que não impressionou, talvez por se tratar de copla pouco divulgada.

A cordovenha Laura Maria LARREA (muito bem vestida por Pilar VERA) passeou “Mi Córdoba Soberana“, com beleza e aprumo. Revela-se uma das candidatas com maior potencial, e a votação consolidada do Júri e dos Telespectadores colocou-a em primeiro lugar.

© CanalSur

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Alejandra RODRIGUEZ (“Puerto Camaronero“) e Selene MOLINA (“A tu vera“) foram para nós as melhores presenças da noite.

A copla que Alejandra executou com mestria era musicalmente dificílima e complexa – quase barroca!

© CanalSur

A versão de “A tu vera” com que Selene nos extasiou deverá incluir-se no rol das mais belas, mais intensas, mais originais.

© CanalSur

OLÉ Y OLÉ A AMBAS!

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Rocio MOLINA

Presença contida e elegante (na apresentação e nos propósitos) de Rocio MOLINA em Andalucia Televisón, no programa LA TARDE, AQUÍ Y AHORA, dirigido e animado por Juan y MEDIO.

Soubemos que a justificação de Maria JIMENEZ para a eliminar (erro na letra da copla que Rocio MOLINA defendeu) carece totalmente de fundamento, sendo este facto expressamente confirmado pelo Mestro JOSEMI, que aproveitou para sugerir ao Júri diligência acrescida nos trabalhos de casa.

Andariam bem os novos membros do Júri se tudo fizessem para infirmarem as previsões mais pessimistas que vêm suscitando nos Foros de Se Llama Copla

Se Llama Copla – 2009/2010 – Final do Casting – 12.09.2009

A gala da final do casting não só deu a conhecer os dois membros permanentes do Júri que acompanharão Hilário LOPEZ-MILLÁN ao longo do programa, mas mergulhou-os imediatamente nas delicadas mas duras tarefas que lhe estão cometidas.

São eles o onubense José Luís GÓMEZ – “Pepe El Marismeño”, que fez parte do excelente grupo de sevilhanas criado nos anos 70, Los Marismeños”. A experiência de Pepe GÓMEZ é atestada pelo recente lançamento do seu terceiro cd; quanto à sua sabedoria, prudência e competência, serão estabelecidas ao longo dos próximos meses pelas provas a que todos os sábado passa a estar sujeito.

O outro novo membro do Júri é a cantora e actriz sevilhana Maria JIMÉNEZ GALLEGO, que publicou o primeiro álbum em 1976.

PIVE AMADOR seguiu a gala a partir dos bastidores, e exerceu pela primeira vez as suas novas competências, como adiante se verá.

Eva GONZALEZ esteve distintíssima. O Maestro JOSEMI reiterou as excelentes prestações a que nos foi habituando.

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No nosso sempre modesto entender, destacaram-se na final os candidatos seguintes:

Alejandra RODRIGUEZ (Y sin embargo te quiero) continuou a impressionar pela excelente modulação e perfeita compreensão do texto.

© CanalSur

Laura LARREA cantou muito bem Campanero Jerezano e passeou com grande distinção um espectacular vestido de Aurora GAVIÑO:

© CanalSur

Selene MOLINA cantou e encantou com uma interpretação pessoalíssima e intimista dos Tientos del Cariño, que bordou de maneira espectacular.

© CanalSur

Mercedes RÍOS – apesar de demonstrar muito menos potencial para gerar polémicas do que a excelente Gloria ROMERO – cantou muitíssimo bem as “Coplas de Luís Candelas” e induziu em Maria JIMENEZ uma decisão intolerável, que a cantora justificou declarando “la verdad es que a mi me suena a disco de pizarra – tu voz“, pedindo a Mercedesque te dejaras de todas las señoras que hemos nombrao hoy aqui” e rematando pela rejeição da sua candidatura.

A atitude sectária de Maria JIMENEZ – claramente motivada por uma necessidade irreprimível de afirmar a reputação de “libertária” que alimentou durante a maior parte da sua carreira artística – causou comoção geral, que conseguiu mesmo perturbar PIVE AMADOR.

Foi aliás PIVE AMADOR quem veio a garantir a travessia da passarela a Mercedes, exercendo – e muito bem! – as competências que o novo modelo do programa lhe atribuiu, supomos que na louvável intenção de moderar entusiasmos do público viciados por fenómenos de contágio mediático. É verdadeiramente lamentável que PIVE se tenha visto obrigado a exercê-los em razão de uma derrapagem do Júri.

Sobre Mercedes RIOS recai, a partir de agora, uma responsabilidade muitíssimo superior à normal, e sobre Maria JIMENEZ recai a obrigação de demonstrar que se tratou tão só de um momento infeliz, quiçá causado pela sua pouca experiência em actividades de avaliação.

É de salientar a grande dignidade com que Nayara MADERA, Mercedes RÍOS, Rocio MOLINA, Miriam JAÉN e Álvaro LOPEZ ouviram o “Não”, e no que respeita a este último e a Mercedes a ainda maior dignidade com que reagiram à decisão de PIVE AMADOR. Todos eles são artistas de alto potencial, a quem daqui felicitamos e encorajamos veementemente.

Impressionou-nos “Silencio cariño mio” interpretado por  Rocio MOLINA, com voz e presença distintissimas:

© CanalSur

A malaguenha Mayka GARCIA foi apara nós a melhor presença da noite, interpretando “La niña de Puerta Oscura” com retenção, equilíbrio e coreografia de grande rigor estético. Esteve também muitíssimo elegante num esplêndido vestido de Luchi CABRERA.

© CanalSur

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