Archivos Mensuales: octubre 2010

Quadro de honra – 31.10.2010

 

Se llama Copla 4 * Gala 05 * 30.10.2010


Gala empolgante e de invulgar qualidade.

Isabel María GENIZ deu-nos uma notável versão de “Mi niño macareno (León e Solano), que o júri temeu valorar objectivamente por se tratar de uma estreante, mas que os telespectadores reconheceram de alta qualidade. Controlou-se perfeitamente, e não só cantou muitissímo bem, como passeou a copla com elegância e mestria.

Estupendamente vestida por Pilar VERA.

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Saudamos a aniversariante Remedios CASTRO, a quem damos os mais sinceros parabéns. Cantou “Farruca del tran tran” (Córdoba, Sánchez de León e Mostazo) com arte e com força, obtendo merecido reconhecimento por parte dos telespectadores. Vestida por Amparo MACÍA.


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Anaraida SÁNCHEZ brilhou com uma sublime interpretação de “Limosna de amores” (Quintero, León e Quiroga) e confirmando a sua natural vocação para atingir a posição de vencedora do concurso. Luziu belíssima e originalíssima criação de Aurora GAVIÑO.


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Álvaro VIZCAÍNO não nos desiludiu com uma magnifica versão de “Vino amargo” (Solano, Cabello e Freire), que pouco ou nada fica a dever às melhores de Alejandra RODRIGUEZ. Notável trabalho dos excelentes Mestres-coreógrafos Cristina GARCIA e Luis CENTENO.

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Inma GARCÍA II proporcionou um notabilissímo momento estreando “Caramelitos de menta” (Ochaíta e Solano), e exibindo as suas excepcionais qualidades de tonadillera.

Inma é arte inata, instintiva, radical. Consegue uma fusão completa com os temas que lhe confiam, e ocupa o cenário de forma absorvente, induzindo nos espectadores o desejo de que as suas actuações não terminem.

Vestido de CAÑAVATE.

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María José AGUILAR esteve bem cantando “Como dos barquitos” (Quintero, León e Quiroga). Elegantemente vestida por Pitusa GASUL.


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Patricia del RÍO – “Tientos del reloj”, de Quintero, León e Quiroga. Belo vestido de Ana MORENO.



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Fran DOBLAS – “La rosa e el viento”, de León e Quiroga.


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Mario FERNÁNDEZ – “Tani”, de Currito e Monreal.


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Verónica ROJAS foi duramente castigada pelos telespectadores, no que parece ter sido uma reacção de repúdio dos seus propósitos impertinentes e desabridos contra Inma GARCIA. Cantou “Antonio Vargas Heredia” (Mostazo, De la Oliva e Merenciano) com a excelência que se lhe conhece. Luziu distintíssimo vestido de Luchi CABRERA.

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Desafio final:

María José AGUILAR e Carolina GARRIDO proporcionaram um dos melhores desafios de Se Llama Copla, demonstrando as qualidades excelentes que a grande musica suscita nos seres humanos. Duas grandes artististas, duas grandes senhoras, cantaram “La Zarzamora” (Quintero, León e Quiroga) e deram uma magistral lição de elegância, garbo e dignidade pessoal.

Olé por ambas!


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Quanto ao jurí:

Sem reparos – pertinência, equilibrio e bom senso animaram a gala.

Foram candidatos ao desafio:

Rocio NAVARRO

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Carolina GARRIDO

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Juan Jesus SERRANO

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Quadro de honra – 24.10.2010

Se llama Copla 4 * Gala 04 * 23.10.2010

O concurso começa a atingir velocidade de cruzeiro e a ter vida própria, proporcionando belos e intensos momentos humanos e musicais.

Ao contrário das edições anteriores, e um pouco à revelia da distribuição normal estatística, um grupo consequente de candidatos (Verónica ROJAS, Álvaro VIZCAÍNO, Inma GARCIA II e Anaraida SÁNCHEZ) partilham pontuações muito próximas, em razão do nível e das performances respectivas, que também são muito próximas. O actual sistema de votação parece-nos incapaz para de cumprir a sua função de graduação de competências, e é mesmo pernicioso quando permite contradições radicais recursivas entre o júri e os telespectadores.

A decisão de confiar a escolha do candidato ao desafio aos candidatos titulares também nos pareceu erro evitável, pois não ficaram demonstrados quaisquer méritos específicos da nova candidata.

A altíssima qualidade das criações dos estilistas andaluzes que colaboram na realização desta gala torna difícil a avaliação do impacto visual de cada uma. Aqui fica a nota.

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Independentemente da saudação simpática a Copla es arte mayor implícita no vestido de Verónica ROJAS, a sua interpretação de La chiquita piconera (León, Castejón e Quiroga) foi um grande momento da noite e do concurso. Vestido de Ángeles ESPINAR.

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Anaraida SÁNCHEZ proporcionou outro dos grandes momentos da noite. Dotada de um excepcional domínio de todas as técnicas da interpretação, cantou Ten cuidado (León e Solano) sem inovar, mas com excepcional contenção, precisão e mestria. Vestido de Pablo LANZAROTE.

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Segura e esforçadamente, Inma GARCÍA II prossegue na senda das interpretações de altíssima qualidade. Cantou Señor Sargento Ramírez (Quintero, León e Quiroga) metendo-se de forma impressionante na pele da personagem, atingindo um nível de execução que até agora só tínhamos constatado da sua homónima. Vestido de Meliza LOZANO.

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Álvaro VIZCAÍNO deu-nos uma originalíssima versão de Rocío (León e Quiroga), e a pontuação que Hilario LOPEZ lhe atribuiu pareceu-nos injustificadamente baixa. Notámos o rigor coerente de Manuel LOMBO, que não tendo sido tocado pela versão interpretada, a valorizou com toda a objectividade.

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Patricia del RÍO cantou bem Ay pena, penita (Quintero, León e Quiroga). Vestido de Aurora GAVIÑO.

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María José AGUILAR esteve melhor do que nas galas anteriores cantando La niña de Puerta Oscura (Quintero, León e Quiroga), ainda que continue a demonstrar alguna dificuldade no que respeita à presença em cena. Vestido de Manuela BERRO.



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Remedios CASTRO cantouLa novia de Cádiz (Llamas, Gallardo e Jaén), dendo manifestamente penalizada pelo facto de se tratar de uma copla pouco conhecida e sem qualidade intrínseca que lhe permitisse brilhar. O seu extremo nervosismo também a prejudica, e é com tristeza que assistimos ao insucesso desta excelente cordovesa. Vestido de Ángeles VERANO.

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Mariló RUIZ deu-nos uma versão correctíssima e cheia de força de “Francisco Alegre (Quintero, León e Quiroga). Vestido de Pitusa GASUL.

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Mario FERNÁNDEZ persiste em não sair das tonalidades mornas que contra natura lhe têm garantido a adesão dos votantes . Cantou Dos cruces (Carmelo Larrea) sem força nem convicção.

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Fran DOBLAS cantou correctamente mas sem brilho Romance de valentía (Quintero, León e Quiroga).

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Desafio final:

Ambas as adversárias cantaram correctamente “Lola la piconera” (Quintero, León e Quiroga).

A dignidade de Mariló RUIZ perante a decisão final foi um momento alto da gala, e daqui a saudamos como excelente artista e grande senhora. Damos também as boas-vindas a Isabel CORIZ.

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Quanto ao jurí:

Manuel LOMBO cometeu gaffe de vulto ao declinar nomes de favoritos. Sendo um excelente e avisado árbitro, colocou potencialmente em risco a fundamentação de decisões futuras. Redimiu-se quase integralmente, ao louvar a frontalidade sincera de Inma GARCIA, cuja atitude em relação a Patricia del RIO foi injustamente fustigada pelos co-concorrentes, animados de um espírito corporativo pouco consentâneo com manifestações artísticas.

Hilario LOPEZ esteve geralmente bem, excepto no “castigo” inexplicável que infligiu a Álvaro VIZCAÍNO.

As actuações de Marta QUINTERO e Pive AMADOR não mereceram qualquer reparo.

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