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Copla da semana – María la Portuguesa

“María la Portuguesa”, copla de Carlos CANO, escrita como homenagem a Amália RODRIGUES.

Se Lama Copla 03 – Desafio 12, 26.06.2010.

Nazaret COMPAZ deu-nos a interpretação mais intensa, mais subtil e estéticamente melhor trabalhada de todas as que conhecemos, incluindo a de Maria Dolores PRADERA.

Daqui enviamos uma saudação lusitana a Nazaret, desejando-lhe uma grande noite de sucesso no espectáculo da Gira 2010 que se realizará na próxima 6.a feira, dia 20 de Agosto, às 23 horas, no Teatro Municipal de Sanlúcar de Barrameda.

Vestido distintíssimo de Petro VALVERDE.

© CanalSur

CARLOS CANO

María la portuguesa

I

En las noches de luna y clavel,
de Ayamonte hasta Villa Real,
sin rumbo por el río,
entre suspiros
una canción viene y va,
que la canta María
al querer de un andaluz.
María es la alegría,
y es la agonía
que tiene el sur.

Que conoció a ese hombre
en una noche
de vino verde y calor
y entre palmas y fandangos
la fue enredando,
le trastornó el corazón.
Y en las playas de La Isla
se perdieron los dos,
donde rompen las olas,
besó su boca
y se entregó.

Estribillo:

Ay, María la portuguesa,
desde Ayamonte hasta Faro
se oye este fado
por las tabernas
donde bebe ‘vinho’ amargo.
¿Por qué canta con tristeza?
¿Por qué esos ojos cerrados?
Por un amor desgraciado,
por eso canta, por eso pena.

Fado,  porque me faltan tus ojos,
Fado,  porque me falta tu boca,
Fado,  porque se fue por el río,
Fado,  porque se fue con la sombra.

II

Dicen que fue  el te quiero
de un marinero,
razón de su padecer,
que  una noche en los barcos
del  contrabando,
‘pa’ el langostino se fue.
En las sombras del río,
un disparo sonó.
Y de aquel sufrimiento,
nació el lamento
de esta canción:

Estribillo:

Ay, María la portuguesa
desde Ayamonte hasta Faro
se oye este fado
por las tabernas
donde bebe ‘vinho’ amargo.
¿Por qué canta con tristeza?
¿Por qué esos ojos cerrados?
Por un amor desgraciado,
por eso canta, por eso pena.

Fado,  porque me faltan sus ojos,
Fado,  porque me falta su boca,
Fado,  porque se fue por el río,
Fado,  porque se fue con la sombra.

Fado,  porque se fue por el río
Fado,  porque se fue con la sombra.

* letra compilada por ManzanaSana *

Se Llama Copla – 2009/2010 – Gala 9 – 14.11.2009

Convidada: Índia MARTINEZ. Presença sóbria e discreta. Cumpriu correctamente a sua missão.

Pepe GOMEZ, mantendo em geral a boa forma, pontuou sem desvios significativos em relação aos outros membros do júri.

Maria JIMÉNEZ pareceu-nos senão restabelecida, pelo menos em via de restabelecimento. Invectivou o público, o que é animador sinal de regresso – ainda que tímido – ao gosto pela polémica que evidenciou no início desta edição de Se Llama Copla.

Hilário LOPEZ esteve bem, ainda que nos parecesse algo contido e parco em comentários.

Já desde algum tempo, o júri parece-nos estar a cair no erro grave de esbater a diferenciação entre candidatos, tornando assim mais difícil a leitura objectiva do registo de cada um. Foi flagrante a parcimónia com que pontuou Alejandra, para logo em seguida cometer exagero manifesto na avaliação de Paco QUINTANA. Foi também evidente a sobre-pontuação de Sandra ARCO em relação a Alejandra, e a penalização de Laura LARREA em relação a ambas.

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Pive AMADOR arbitrou com oportunidade e coerência, salvando Álvaro e forçando a desafiante a bater-se com Laura LARREA, que é indiscutivelmente um dos valores mais seguros do programa.

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Tiveram actuações de destaque nesta Gala 9:

Juan Carlos MATA que defendeu muitíssimo bem “El pescaero”, prestando honrada homenagem ao excelente Antonio AMAYA.

Abraham RUIZ cantou “Adiós a España”, com sentimento, força e tenacidade sem falha. Coincidindo a Gala 9 com o seu aniversário, daqui lhe manifestamos toda a simpatia e votos de uma vida longa e feliz!

Selene MOLINA interpretou “Tengo miedo” com a intensidade e sentimento a que nos vem habituando. Algo prejudicada por uma óbvia inflamação dos brônquios, luziu um magnifico vestido de Carmen VEGA. Mereceu grande apreço o gesto de India MARTINEZ, que ao dar-lhe a nota máxima marcou o seu desacordo com os 7 pontos (!!!) com que Pepe, Maria e Hilário pretendiam enviá-la ao desafio.

© CanalSur

Mercedes RÍOS, apresentando com suma elegância um dos mais belos vestidos da temporada da autoria de Manuela BERRO, pode dar largas ao seu culto “piqueriano” cantando ¿Pa quien será?” com picardia, desenvoltura e grande correcção vocal e cenográfica. Resultou particularmente humorística a forma entaramelada como Maria JIMENEZ lhe criticou um ligeiro engano na letra, trava-línguas dificílimo de que Mercedes se desenvencilhou muitíssimo bem.

© CanalSur

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Três das dez coplas cantadas pelos concorrentes nesta Gala 9 foram gravadas por Amália RODRIGUES: “La Salvaora“, “Ojos Verdes” e “Don Triquitraque” (Amália adorava os trava-línguas!).

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No nosso sempre modesto entender – nunca será demais repetí-lo – as melhores presenças da noite foram

Laura María LARREA, que interpretou Dolores, ay mi Dolores” com equilíbrio, sentido estético apreciável… e muito medo do júri! Medo que de alguma forma se viu justificado, pois os 31 pontos que recebeu foram agressão manifesta à equidade.

© CanalSur

Sandra ARCOS bordou toda a poesia de “En una esquina cualquiera”, imprimindo-lhe com os matizes da sua excelente voz toda a riqueza melódica de tão famosa peça musical.

© CanalSur

Alejandra RODRÍGUEZ deu-nos uma versão de “La Salvaora” que marcará junto das grandes versões registadas na história de tão famosa zambra: Manolo CARACOL, La Paquera, Miguel POVEDA, Naranjito de Triana… e a da nossa inesquecível Amalia RODRIGUES.

© CanalSur

A sua actuação – num belo e simplicíssimo vestido de Amparo MACIA – prescindiu dos bailarinos, permitindo deste modo uma concentração muito maior por parte dos telespectadores, e resultando numa performance de cortar a respiração. Juntamo-nos a Hilário, e utilizamos as suas palavras para descrever “La Salvaora“, versão Alejandra RODRÍGUEZ:

Voz, Quejío, Duende, Garra, Mistério, Qiebro gitano…

Obrigado Alejandra!

2M

Se Llama Copla – 2009/2010 – Gala 7 – 31.10.2009

Convidado: Juan Antonio VALDERRAMA CABALLERO, filho de Dolores ABRIL e de Juanito VALDERRAMA, cantador notável e licenciado em jornalismo, recém-chegado do Cairo, em cuja Ópera deu um concerto para 1500 espectadores no passado dia 26 de Outubro. Durante a estadia ministrou um curso magistral para músicos egípcios, sobre o flamenco e as suas origens, no Instituto Cervantes do Cairo, o que constitui não só evidência do seu nível pessoal, mas também do empenho que a Espanha aplica na divulgação da riqueza cultural do Reino, contrastante com a atitude oficial corrente de ambas as Republicas vizinhas.


© Juan Valderrama

Homem de arte e de cultura, as suas intervenções brilharam pela pertinência, pela serenidade e equilíbrio. Contribuiu para mais uma gala excelente!

Pepe GOMEZ esteve atentíssimo, cada vez mais à vontade e integrado na missão que lhe é confiada. Por vezes parece ser vitima (quiçá involuntária) de algum seguidismo de uma presumível FAP – “Frente Anti-Pive”, que esperamos não afecte a sua objectividade e independência.

Maria JIMÉNEZ errática e ausente. Confessou que a voz se lhe embarga quando se emociona, o que é digno de respeito e consideração. Persistimos desejando-lhe pronto restabelecimento.

Hilário estava em plena forma, e – tanto quanto pudemos deduzir das declarações que fez em off – “buscando pelea” com Pive. Passam-se obviamente coisas nos bastidores que explicam toda esta agitação, e só desejamos que não afectem [demasiado] os concorrentes.

Pive defendeu com brio a sua perspectiva principalmente artística e estética do programa, em oposição à investida dos stakanovistas da copla.

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Tiveram actuações de destaque nesta Gala Sétima:

Mercedes RÍOS defendeu – e muito bem! – “Los piconeros”. Copla por bulerías, cheia de história, escrita para Império ARGENTINA, tem versões magnificas cantadas por Concha PIQUER, Rocío JURADO, Amália RODRIGUES, e – em alemão! – pela cantora original e por Penélope CRUZ. Mercedes assumiu decididamente o recuo e a serenidade que a sua estatura pessoal e intelectual justificam. Não se deixou arrastar para polémicas baratas e inconsequentes, e assumiu com estoicismo imperturbável o rigor do júri. Daqui a saudamos com toda a admiração!

Sandra ARCO manteve o seu excelente nível interpretando ”Como dos barquitos”.

Gostámos da interpretação de “Señora vecina” por Marka GARCÍA, mas fomos desagradavelmente surpreendidos pela polémica em que se envolveu investindo-se em análises comparativas das pontuações dos outros concorrentes em relação às suas. Maika parece não ter compreendido que em Se Llama Copla é exclusivamente o júri quem pontua, e o público quem procede à ponderação comparativa. Foi algo deselegante, e não será de estranhar que nas próximas galas a deselegância lhe venha a ser cobrada pelos telespectadores.

Manolo de mis amores” foi fatal para María Jesús DURÁN, que terminou a sua participação no concurso com grande dignidade. Desejamos-lhe saúde e serenidade, tal como desejamos uma brilahnte presença ao seu sucessor, Francisco José QUINTANA.

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As melhores presenças da noite foram:

Laura María LARREA
, que cantou “Cuna cañí” com a força da sua excelente voz (porventura algo estridente) e técnica perfeita. É contudo lamentável que se envolva [ela também…] em polémicas estéreis e deselegantes.

Selene MOLINA esteve magistral e arrebatadora pedindo “Limosna de amores” ao som da magnifica orquestra, num vestido precioso de Aurora GAVIÑO. Imperturbável, serena, atenta. Além de artista nata de altíssima craveira, é uma das personagens humanamente mais ricas e originais de Se Llama Copla.

© CanalSur

Alejandra RODRÍGUEZ, com “El Emigrante“, foi indubitavelmente a rainha da noite – não só pela pontuação, mas sobretudo pelo duende magistral, pelo quejío finíssimo, pela emoção imensa que transmitiu a milhões de telespectadores, a quem deixou sem palavras.

© CanalSur

Foi vestida com gosto, elegância e requinte notáveis por Luchi CABRERA.

2M

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