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Se llama Copla 4 * Gala 04 * 23.10.2010

O concurso começa a atingir velocidade de cruzeiro e a ter vida própria, proporcionando belos e intensos momentos humanos e musicais.

Ao contrário das edições anteriores, e um pouco à revelia da distribuição normal estatística, um grupo consequente de candidatos (Verónica ROJAS, Álvaro VIZCAÍNO, Inma GARCIA II e Anaraida SÁNCHEZ) partilham pontuações muito próximas, em razão do nível e das performances respectivas, que também são muito próximas. O actual sistema de votação parece-nos incapaz para de cumprir a sua função de graduação de competências, e é mesmo pernicioso quando permite contradições radicais recursivas entre o júri e os telespectadores.

A decisão de confiar a escolha do candidato ao desafio aos candidatos titulares também nos pareceu erro evitável, pois não ficaram demonstrados quaisquer méritos específicos da nova candidata.

A altíssima qualidade das criações dos estilistas andaluzes que colaboram na realização desta gala torna difícil a avaliação do impacto visual de cada uma. Aqui fica a nota.

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Independentemente da saudação simpática a Copla es arte mayor implícita no vestido de Verónica ROJAS, a sua interpretação de La chiquita piconera (León, Castejón e Quiroga) foi um grande momento da noite e do concurso. Vestido de Ángeles ESPINAR.

© CanalSur

Anaraida SÁNCHEZ proporcionou outro dos grandes momentos da noite. Dotada de um excepcional domínio de todas as técnicas da interpretação, cantou Ten cuidado (León e Solano) sem inovar, mas com excepcional contenção, precisão e mestria. Vestido de Pablo LANZAROTE.

© CanalSur

Segura e esforçadamente, Inma GARCÍA II prossegue na senda das interpretações de altíssima qualidade. Cantou Señor Sargento Ramírez (Quintero, León e Quiroga) metendo-se de forma impressionante na pele da personagem, atingindo um nível de execução que até agora só tínhamos constatado da sua homónima. Vestido de Meliza LOZANO.

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Álvaro VIZCAÍNO deu-nos uma originalíssima versão de Rocío (León e Quiroga), e a pontuação que Hilario LOPEZ lhe atribuiu pareceu-nos injustificadamente baixa. Notámos o rigor coerente de Manuel LOMBO, que não tendo sido tocado pela versão interpretada, a valorizou com toda a objectividade.

© CanalSur

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Patricia del RÍO cantou bem Ay pena, penita (Quintero, León e Quiroga). Vestido de Aurora GAVIÑO.

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María José AGUILAR esteve melhor do que nas galas anteriores cantando La niña de Puerta Oscura (Quintero, León e Quiroga), ainda que continue a demonstrar alguna dificuldade no que respeita à presença em cena. Vestido de Manuela BERRO.



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Remedios CASTRO cantouLa novia de Cádiz (Llamas, Gallardo e Jaén), dendo manifestamente penalizada pelo facto de se tratar de uma copla pouco conhecida e sem qualidade intrínseca que lhe permitisse brilhar. O seu extremo nervosismo também a prejudica, e é com tristeza que assistimos ao insucesso desta excelente cordovesa. Vestido de Ángeles VERANO.

© CanalSur

Mariló RUIZ deu-nos uma versão correctíssima e cheia de força de “Francisco Alegre (Quintero, León e Quiroga). Vestido de Pitusa GASUL.

© CanalSur

Mario FERNÁNDEZ persiste em não sair das tonalidades mornas que contra natura lhe têm garantido a adesão dos votantes . Cantou Dos cruces (Carmelo Larrea) sem força nem convicção.

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Fran DOBLAS cantou correctamente mas sem brilho Romance de valentía (Quintero, León e Quiroga).

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Desafio final:

Ambas as adversárias cantaram correctamente “Lola la piconera” (Quintero, León e Quiroga).

A dignidade de Mariló RUIZ perante a decisão final foi um momento alto da gala, e daqui a saudamos como excelente artista e grande senhora. Damos também as boas-vindas a Isabel CORIZ.

© CanalSur

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Quanto ao jurí:

Manuel LOMBO cometeu gaffe de vulto ao declinar nomes de favoritos. Sendo um excelente e avisado árbitro, colocou potencialmente em risco a fundamentação de decisões futuras. Redimiu-se quase integralmente, ao louvar a frontalidade sincera de Inma GARCIA, cuja atitude em relação a Patricia del RIO foi injustamente fustigada pelos co-concorrentes, animados de um espírito corporativo pouco consentâneo com manifestações artísticas.

Hilario LOPEZ esteve geralmente bem, excepto no “castigo” inexplicável que infligiu a Álvaro VIZCAÍNO.

As actuações de Marta QUINTERO e Pive AMADOR não mereceram qualquer reparo.

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Se Llama Copla – 2009/2010 – Gala 12 – 5.12.2009

Convidada: Lorena GOMEZ PEREZ, vencedora da “Operação Triunfo 2006“, e segundo premio do “Concurso Nacional de Coplas” em 2004.

As melhores presenças da noite:

Alejandra criou a sua própria versão de “Vámonos pa Cai”, o que não era tarefa fácil, pois a interpretação de Joana JIMENEZ na passada edição persiste na memória dos telespectadores. Esteve inebriante de alegria, de cor, de salero. Recriou no palco de Se Llama Copla a Havana dos anos vinte, onde chegavam e donde partiam os vapores.

As críticas à sua postura não passam de matéria-prima para gerar controvérsia: o nível artístico de Alejandra não necessita decoração, pois são a sua voz, a sua alma e o seu saber inato musical que inundam e fascinam quem a ouve. Insólito, incompreensível – e carente de motivação, o parco 8 com que Hilário pontuou Alejandra. Belo vestido de Manuela BERRO.

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Selene cantou e bailou magistralmente “Ay pena, penita”, dando-nos mais uma exibição brilhante das suas excepcionais qualidades e requinte artistico.

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Sandra assumiu de forma notável a personagem de “Paca la Bomba”, tratando com mestria coragem e de forma eximia este pasodoble difícil, porque exótico e desconhecido.

© CanalSur

Laura Maria, que parece ter assumido as sugestões de Pepe GOMEZ, regressou à garra das suas primeiras galas:  mais segura, mais descontraída, cheia de graciosidade, elegantíssima. Deu-nos uma versão notável de “Pastora Imperio”. Vestido espectacular de Aurora GAVIÑO.

© CanalSur

Inmaculada – também elegantíssima! – que depois de defender com muito brio e arte o seu lugar no concurso, se despediu com suma dignidade e fairplay. Olé Inmaculada!.

© CanalSur

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Tiveram actuações de destaque nesta Gala 12:

– Mercedes Rios, interpretando “Suspiros de España” com perfeição técnica, elegância e sobriedade.

– Paco QUINTANA, que defendeu muitíssimo bem a sua “La chiquita piconera”.

– A nova concorrente Veronica CARMONA, a quem saudamos e desejamos os maiores exitos.

– As magnificas bailarinas que acompanharam “La copla en mi voz” que Mari Ángeles FERNÁNDEZ cantou, pelos momentos de sofisticada expressão plástica que nos ofereceram.


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Sobre o júri:

Pepe GOMEZ: bem disposto, atento, pertinente. Sem reparos!

Maria JIMÉNEZ, decerto iluminada pela Virgem do Rocio, esteve contida, logo esteve bem. Bastante bem!

Hilário LOPEZ pareceu-nos muito mais descontraído, retomando as suas intervenções sempre valiosas e ricas de informação. Não tem exercido a sua veia poética – apesar da a matéria prima indutora de inspiração não faltar, mas acreditamos que nos presenteará com as suas sempre excelentes, senão antes, pelo menos por ocasião das galas do Natal.

Daqui nos congratulamos pelo regresso do musicólogo!

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Para Pive continuam as arbitragens delicadas. Foi perceptível o seu desconforto, aliás traduzido na sua hesitação.

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Nota solta:

Lamentável, deplorável e patética, a exploração do incidente “Abraham”. Não compreendemos qual pode ser a mais valia artística da divulgação de momentos em que desilusão e irracionalidade se misturam.

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2M

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