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Se Llama Copla 4 – Gala 16 – 15.01.2011

Gala em que se manifestou alguma tensão que supomos ter origem no esforço acrescido que a segunda fase do concurso impõe aos concorrentes.

Remedios CASTRO defendeu com brilho e convicçao Ay Torre, Torremolinos de León e Solano. Elegantíssimo vestido de Aurora GAVIÑO.

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Isabel GENIZ interpretou Los peregrinitos, baseada em música popular e poema de Federico GARCIA LORCA, emprestando-lhe a sua imensa graça, sentido cénico e rigor na execução. Isabel distinguiu-se uma vez mais pela objectividade, equilíbrio e contenção de propósitos ao ser interrogada sobre as declarações intoleráveis feitas por Inma GARCIA II fora de cena no final da passada gala. Vestida por CAÑAVATE.

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Verónica ROJAS
esteve perfeita em Tu ropita con la mía (Ochaíta, Valerio e Solano). Confirma a sua excepcional polivalência e a mestria com que se adapta a qualquer registo. Luziu brilhante criação de Pilar VERA.


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Álvaro VIZCAÍNO deu-nos um dos mais belos e intensos momentos de todas as edições de Se Llama Copla, interpretando uma pessoalíssima versão de La niña de fuego (Quintero, León e Quiroga). O cordobez é um dos maiores valores descobertos pelo concurso, e este blog augura-lhe uma grande carreira musical.

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Mila BALSERA bordou Clavá en mi amargura de Llabrés, M. Molés e Gordillo. Vestida por Manuela GONZÁLEZ.

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Anaraida SÁNCHEZ
explorou com impressionante segurança, rigor na execução e sentimento invulgar a grande copla No puedo vivir contigo“, de Quintero, León e Quiroga. Belo vestido de Ana TORRES.

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Patricia DEL RÍO prossegue segura e precisa um notavel percurso. Cantou A ciegas de Quintero, León e Quiroga. Vestido de Miguel REYES.

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Juanma JEREZ interpretou com mestria absoluta Ay Malvalocade Quintero, León e Quiroga.

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Álvaro HERNÁNDEZ: excelente interpretaçao do Romance de la Reina Mercedes“, de Quintero, León e Quiroga.

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Juan SERRANODinero e riquezas de Gallardo, Ortega e Salazar

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Desafio final:

Defrontaram-se Mariló RUIZ e Alvaro HERNANDEZ cantando Falsa monea, de Perelló, Cantabrana e Mostazo.

Mariló RUIZ não ousou aproveitar a sugestão de Anaraida, que lhe deu a possibilidade de enriquecer a sua última presença em Se Llama Copla disputando o desafio com Veronica ROJAS.

A passagem de Alvaro foi fácil e linear.

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Quanto ao júri:

Pive AMADOR: sem reparos.
Manuel LOMBO
: sem reparos.

Marta QUINTERO
: sem reparos.
Hilario LÓPEZ
: sem reparos.

Se Llama Copla – 2009/2010 – Gala 19 – 23.01.2010

Gala especial de repesca, que produziu o 11° e último candidato à fase final.

Tivemos o prazer de rever Selene MOLINA, Mª Jesús DURÁN, Carolina BARROSO, Inma PANIAGUA, Mª Ángeles FERNÁNDEZ, Miriam JAÉN, Maika GARCÍA e Abraham RUIZ.

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As melhores presenças da noite:

Selene MOLINA deixou-nos com duas actuações de qualidade e arte inexcedíveis: A tu vera e “Tengo miedo“. Duende, quejio, serenidade (já lhe chamámos “selenidade“…), e uma dignidade imensa, um fairplay impressionantes numa jovem de 16 anos.

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Se de alguma forma o destino de Selene não foi aquele em que este blog teria votado, também o facto de Selene regressar à sua rotina de estudante de arte nos satisfaz plenamente, pois sentimos que será fundamental para que tenha um grande destino na cena musical europeia. OLÉ E ATÉ SEMPRE, CHIQUILLA!

 

Abraham RUIZ cantou “El Maletilla” e teve, no nosso modesto entender, a melhor noite de todas em que participou em Se Llama Copla. Impressionou pelo trabalho meticuloso de afinação e expressão vocal que o caracterizam, premiado merecidamente com o acesso à fase final do programa.

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Foi particularmente agradável rever e ouvir Maria Jesus DURÁN bordando com arte e suma elegância “Clavá en mi amargura“. Artista nata, Maria Jesus foi uma das presenças que emprestou à gala uma enorme mais valia. Luziu um vestido de Pepa CASTRO, um dos mais belos da gala.

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Miriam JAEN deu-nos uma das melhores versões de “La Paula” que já ouvimos em Se Llama Copla. Melhorou nitidamente a prestação cénica, e em termos de interpretação e de voz também são evidentes os enormes progressos que fez.

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Tiveram actuações de destaque nesta Gala 19:

Inmaculada PANIAGUA esteve muito bem cantando “Cuchillito de agonia“. Vestido de Amparo MACIA, belíssimo e digno da sua requintada elegância.

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Carolina BARROSO deliciou-nos com “Échale la red“. Notou-se o esforço enorme – e altamente meritório – que fez nos meses de ausência para tentar ultrapassar as dificuldades que o jurí lhe apontava. Esteve muitíssimo bem!



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Sobre o júri:

Pepe GOMEZ: esteve humano (tanto quanto esta gala exigia), sem nunca deixar de ser analítico e objectivo.

Maria JIMÉNEZ: pareceu-nos ausente, algo desinteressada. Pontuou bem.

Hilário LOPEZ: esteve bem, ainda que por vezes indeciso entre a arte e a tecnica.

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Partilhamos integralmente a decisão de Pive AMADOR, claramente assumida, coerente com a atitude na polémica sobre a arte e o esforço, que há uns meses teve com Maria JIMENEZ.

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2M

Se Llama Copla – 2009/2010 – Gala 6 – 24.10.2009

Convidada: Maria GRACIA, sevilhana e afilhada de Carmen SEVILLA, conhecida pela sua colaboração consistente e desinteressada na actividade de várias ONG.

Esteve atenta, e foi clara e pertinente nos seus comentários. Foi equilibrada e positiva na atribuição de pontuações, cumprindo assim com distinção a principal missão do membro convidado. Uma grande senhora!

Pepe GOMEZ continua a estabilizar o seu desempenho, que uma vez se pode qualificar de impecável. A inteligência e justiça com que pontuou Mercedes RIOS –  em manifesta e justificada dissensão com Maria JIMENEZ e Hilário, que não ousaram dar 9  – foram decisivas para que a algecirenha fosse a melhor classificada da noite. Coincidindo esta gala com o dia do seu aniversário, daqui o felicitamos e lhe desejamos uma vida longa, sã, e feliz.

Maria JIMÉNEZ não se encontrava em boa forma física, e assegurou a sua presença à custa de e manifesto esforço. Desejamos-lhe pronto restabelecimento.

Hilário prosseguiu a sua missão com a segurança que a sabedoria e longa experiência lhe permitem.

Ao contrário do que ocorria com os júris das passadas edições, são patentes a falta de coesão e a distância entre os membros deste júri, que até num detalhe menor se notam: no final da gala, quando todas as válvulas se abrem e os candidatos descarregam reunindo-se no palco o stress acumulado ao longo da noite, a ausência dos membros do júri contrasta com o que se passava nas edições precedentes.

A experiência de Hilário e a rápida aprendizagem de Pepe GOMEZ têm porém permitido assegurar um confortável nível de coerência, o que se reconhece e agradece.

Pive esclareceu de forma pedagógica e convincente a motivação da sua decisão de enviar Maria Jesús ao desafio na semana passada. Numa curta declaração, manifestou o seu desacordo pela demasiada insistência que alguns membros do júri colocam no “trabalho”, explicando que o génio e o talento são insuperáveis através do simples exercício. Partilhamos inteiramente o seu ponto de vista.

Os resultados do excelente trabalho de Marietta CALDERÓN são visíveis na forma como os candidatos progridem em termos coreográficos, e o investimento de Raquel GARCIA vem sendo sucessivamente comprovado ao longo do programa. Lamentamos que nas noites de gala não seja dado a ambas o destaque (pelo menos profissional) que merecem. Daqui as cumprimentamos pela excelência do trabalho que executam!

Os bailarinos continuam excelentes, e o desempenho de Cristina enriqueceu imenso a “Niña de fuego” interpretada por Laura LARREA, e foi de cortar a respiração.

O Reverendo Padre Medina desapareceu do cenário, o que se aplaude e nos permite retirá-lo do rol de referências obrigatórias.

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Como Hilário oportunamente referiu, foi uma noite de obras-primas, em que no nosso modesto entender se destacaram particularmente:

Selene MOLINA, que de forma intensa mas intimista cantou se entregou totalmente a “Torre de arena”. Teve alguns problemas de controlo da respiração, que superou graças ao dominio que tem de si própria. Cada vez mais admiramos a resiliência psicológica e o impressionante self control de Selene, cuja resistência à adversidade é tanto mais admirável quanto se trata de uma jovem de tão só dezasseis anos.

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Juán Carlos, numa interpretação correctíssima da velha “Campanera“, enriquecida por uma excepcional prestação coreográfica.

María Jesús DURÁN brilhou e pontuou cantando “Clavá en mi amargura“, uma copla pouco divulgada estreada em 1959 por Marifé de Triana, o que é tanto mais meritório quanto sabemos que os telespectadores são mais sensíveis aos temas conhecidos.

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À última gala excepcional para Mayka GARCIA, sucedeu uma gala muito difícil. Coube-lhe interpretar “Yo soy… esa“, o que, no nosso entender, levou a cabo com bastante mais brilho do que os 27 pontos que obteve do júri permitem supor. Luziu um belissimo vestido criado por Luchi CABRERA, e foi salva do desafio por Pive AMADOR, o que mereceu aplausos dos presentes, a que nos associamos.

Abraham RUIZ caiu no desafio por vontade do público (e de Pive AMADOR), apesar da sua  interpretação correctíssima de “El Maletilla”. Não teve qualquer dificuldade em vencer a desafiante Montse IGLESIAS, voz prometedora, mas por enquanto inexperiente e insegura.

Incidentalmente, é interessante comparar o descontrolo emocional de Abraham com os nervos de aço de Selene, pois ilustram a palete de tipos humanos que Se Llama Copla apresenta ao público, e constituem uma das razões do extraordinário sucesso do concurso.

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As melhores presenças da noite foram:

Sandra ARCO, que nos impressionou sobremaneira interpretando “Calle Elvira“, uma fabulosa composição inspirada num poema de GARCIA LORCA. Tem o estofo dos grandes artistas, transfigura-se cantando, e mesmeriza a audiência. Auguramos-lhe uma carreira excelente dentro e fora do concurso.

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Alejandra RODRÍGUEZ mais uma vez colocou a sua inimitável cor de voz ao serviço de “Mentira y maldad“, um belíssimo texto de Rafael de LÉON. Ritmo impecável, versatilidade invejável, bom gosto, contenção inteligente. Perfeita!

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Laura María LARREA arrebatou o publico e os telespectadores com uma magistral interpretação da “Niña de Fuego“. Vestido distintíssimo de Amparo MACÍA.

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E é ainda com um grande prazer que este blog se congratula pelo sucesso alcançado por Mercedes RÍOS! Cantou En tierra estraña” com a delicadeza, a classe e a distinção que a caracterizam. Os 35 pontos que o júri lhe atribuiu pecaram por curtos, mas os telespectadores corrigiram eficazmente. Vestido de impressionante elegância e sobriedade de Petro VALVERDE.

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EM CONCLUSÃO: OBRIGADO ANDALUZIA POR MAIS UMA GRANDE, GRANDE GALA!

2M

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