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Se Llama Copla 4 – Gala 15 – 08.01.2011

Isabel GENIZ foi, no nosso modesto entender, a grande vencedora da noite, com uma interpretação brilhantíssima de “Elvira la cantaora“, de Quintero, León e Quiroga. Belo vestido de Aurora GAVIÑO.

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Patricia DEL RÍO cantou com suprema graça, desenvoltura e salero “Mira que eres malo conmigo“, de Naranjo e Solano. Belo vestido de Cristo BÁÑEZ.

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Remedios CASTRO interpretou com acerto, mas também com algum temor “La Emperaora“, de Llabrés, Molina Moles e Gordillo. Passeou com a distinção que a caracteriza um elegantíssimo vestido de Luchi CABRERA.

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Anaraida SÁNCHEZ, ainda que afectada fisicamente, conseguiu mesmo assim defender com qualidade “La lumbre de tu cigarro“, de Ochaíta, Valerio e Solano. Vestido de Ángeles VERANO.


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Álvaro VIZCAÍNO interpretou magistralmente “La hija de Don Juan Alba“, de Francisco Infantes e Luis Rivas.


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Verónica ROJAS deu-nos uma versão intimista, plena de subtileza e de doçura, de “La cruz de mayo” (Valverde, Font de Anta). Elegantíssima, num belo vestido de Manuela GONZALEZ.


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Inma GARCÍA II emprestou grande brilho vocal e interpretativo a “No me llames Dolores“, de León e Quiroga. Vestido de Manuela BERRO.


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Mila BALSERA teve a sua merecida noite de glória com “Aquella Carmen“, de León e Solano. Luziu belo vestido de Creaciones MARICRUZ.


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Juanma JEREZ – “Mis tres puñales“, de León e Solano.


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Álvaro HERNÁNDEZ – “Cinco farolas“, de Ochaíta, Valerio e Solano.


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Desafio final:

No primeiro desafio defrontaram-se Isabel GENIZ e Sandra RUIZ cantando “Ay pena penita“, de Quintero, León e Quiroga.

Duas grandes vozes, uma grande interprete. Entendemos que Isabel esteve magnífica, e Sandra clássica. Olé pela decisão do júri!!!


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No segundo desafio defrontaram-se Inma GARCIA II e Juan Jesús SERRANO cantando “La bien pagá” de Quintero, León e Quiroga.

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Inma esteve grande, até imensa. É lamentável que, no seu caso, a sensibilidade tenha faltado ao júri, que privou o concurso de um dos seus maiores valores, optando por um candidato de qualidade, mas que não é portador de quaisquer mais-valias.

Copla es arte mayor saúda a magnífica artista e a excelente pessoa que se reúnem em Inma GARCIA II, a quem auguramos uma fulgurante carreira!

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Quanto ao júri:

Pive AMADOR: apreciámos sobremaneira os votos de confiança em Isabel e em Inma.

Manuel LOMBO esteve bem.

Marta QUINTERO continua afectadissíma pelo síndroma da mudança, que é tanto mais grave quanto se furta a motivar as suas decisões.

Hilario LÓPEZ: em boa forma, tão só prejudicada pela decisão que levou ao abandono de Inma.

Se Llama Copla – 2009/2010 – Gala 8 – 7.11.2009

Convidada: Tamara. Sevilhana, filha de mãe cigana (que foi notável bailaora!) e neta do grande Rafael FARINA. Com 15 anos gravou o seu primeiro álbum intitulado “Gracias“. Em seguida, gravou em Miami uma compilação de boleros intitulada “Siempre“, que obteve sólidos aplausos da crítica e o apoio do público. Esteve muitíssimo bem: prudente, construtiva, encorajante.

Pepe GOMEZ avaliou e motivou as pontuações com equilíbrio, mantendo-se algo “económico”. Aprovámos e apreciámos o 8 que deu a Juan Carlos, mas entendemos injustificadamente curto o 9 que deu a Alejandra.

Maria JIMÉNEZ continua incomodada por problemas de saúde, pelo que persistimos desejando-lhe pronto restabelecimento.

Hilário pareceu-nos particularmente severo – o que em si não é negativo – mas também algo incoerente, sobretudo ao separar de um só ponto as actuações de Laura Maria e de Paco Quintana.

Pive marcou uma vez mais a sua recusa insubmissa do politicamente correcto, não se deixando perturbar pelo ambiente contestatário latente.

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Como tínhamos previsto no post relativo à gala 7, Maika GARCIA divorciou-se dos telespectadores ao adoptar uma atitude conflituosa em relação aos seus colegas, que roçou as raias do intolerável. Estamos tanto mais à vontade para o referir, quanto comungámos da confiança que Pive lhe manifestou, pois vemos nela um valor seguro – pelo menos no que respeita às capacidades artísticas.

Terminada a sua participação no concurso, damos as boas vindas à sevilhana Inmaculada PANIAGUA, cujo desempenho foi não só sem falha, mas também de alta qualidade.

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Tiveram actuações de destaque nesta Gala Oitava:

Álvaro LÓPEZ, que nos deu uma versão intimista e pessoal de “La bien pagá” cuja qualidade manifestamente escapou a Pepe GOMEZ e a Maria JIMENEZ.

Mercedes RÍOS, que os telespectadores propulsaram a vencedora da gala, demonstrando o requinte de gosto por uma certa copla erudita tal como “Doña Isabela de Solís”, que Mercedes defendeu muitíssimo bem. Daqui saudamos Mercedes pelo estoicismo com que enfrenta comentários insultuosos, aplaudindo a sua decisão de não se deixar abater por meras vozes infames.

Abraham RUIZ mantém percurso seguro e prudente. Cantou “Cautiva”, e demonstrou ser cada vez mais capaz de se integrar no espírito das letras que lhe cabem.

Sandra ARCO foi excelente interpretando ”Com ruedas de molino”. É possível que a atitude inesperada (e injusta!) dos telespectadores a seu respeito seja reacção à sobrevalorização do seu desempenho pelo júri, que ao pontuá-la tão alto manifestou insensibilidade à avaliação comparativa – e relativa – dos méritos de cada concorrente.

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As melhores presenças da noite foram:

Laura María LARREA
, que cantou “La Remanguillé” com ritmo perfeito e alegria contagiante. Foi manifestamente prejudicada pelas altíssimas expectativas que vem induzindo no júri, podendo mesmo qualificarem-se como verdadeiro castigo os 29 pontos que recebeu. Passeou um belíssimo vestido de Amparo MACIA com a graça flamenca que lhe é peculiar.

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Selene MOLINA – forte, segura, convicta – bordou um “Amor maldito” com deliciosas pinceladas pessoais flamencas.

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Alejandra RODRÍGUEZ, a espantosa Alejandra, que conseguiu transformar um tema banal – “Mira si eres malo conmigo” – em obra de arte musical e cénica, imprimindo-lhe uma riqueza de interpretação quase barroca, mas sempre justa, roçando a perfeição. Vestido de Pilar VERA – também verdadeira obra de arte.

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