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Se Llama Copla – 2009/2010 – Gala 15 – 26.12.2009


Convidada: A cantaora Carmen PACHECO RODRÍGUEZ, mundialmente conhecida pelo seu nome artístico – Carmen LINARES.

Prémio Nacional de Música 2001, Medalha de Ouro das Belas Artes em 2006. O seu disco “Raíces y Alas” obteve o galardão de Melhor Álbum de Flamenco 2008.

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Gala em que a produção tentou dar aos concorrentes algumas horas de descontracção e de boa disposição. Temas simples, executados sem pressão competitiva.

Selene
deu-nos um dos momentos mais requintados da noite interpretando “Toma que toma” um “jaleo flamenco” musicado com mestria e simplicidade geniais. Belíssima evocação de musica árabe, magistralmente bailada por Selene e primorosamente “jaleada” por Alejandra, Álvaro e Sandra. Belo vestido de Manuela BERRO.

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Paco embalou-nos com uma versão máscula da rumba “Que bonita es mi niña“, em que também embalou… e se fez embalar por Cristina:

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Cantando Sera una rosa“, Alejandra evocou sem invocar Gracia MONTES:

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Esteve perfeita, apesar de de cantar sob o efeito da emoção causada pela inesperada – e estupenda! – prenda de Natal com que Ortega Cano a honrou.  Olé Alejandra!

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Hilario e Laura proporcionaram um dos muitos momentos altos da noite interpretando “Te estoy queriendo tanto” com a força e a doçura que o texto merece. Amparo MACÍA vestiu Laura com sobriedade e suma elegância.

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Pepe “El Marismeño”, Verónica e Alejandra bordaram uns preciosos “Villancicos Flamencos“, prejudicados pela única nota menos agradável da noite dada por Pepe, ao omitir (deliberadamente?) o contributo de Pive AMADOR para o elevado nível musical e cultural do programa.

Juan Carlos e Laura cantaram “Canastos” (que também se intitulou “Luna de miel” e “L’amour commande“), defendendo de forma notável o grande êxito de Luís Mariano e de Gloria LASSO, catalã de Vilafranca del Penedés, que morreu no México com 83 anos, 180 discos… e nada menos que 9 maridos!

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Mercedes deu-nos uma graciosa versão de El Relicário, enriquecida por um distintíssimo vestido de Pedro VALVERDE.

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Marietta CALDERÓN, Raquel GARCIA, Cristina e Pedro incendiaram o palco com “Probe Migué“, canção originalmente intitulada “Miguel Canales“, do grande poeta e compositor colombiano Rafael CALIXTO ESCALONA MARTINEZ, popularizada em Espanha pelo grupo “Triana Pura” em ritmo de tangos por rumba.

Álvaro cantou “Mariquilla“, da autoria do jineense Jose Luis MARTINEZ GORDO, que, se os actuais métodos de marketing já existissem, teria sido disco de platina em Espanha em 1958.

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Os candidatos que a má fortuna obrigou a cederem o lugar no programa deliciaram-nos com uma belíssima interpretação do pasodobleAy flores de España“. Foi particularmente agradável rever Rocio MOLINA e Carolina BARROSO.

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Maria JIMENEZ e os candidatos masculinos interpretaram “La lista de la compra“, curioso poema musicado do grupo de pop-rock espanhol La Cabra Mecánica.

Sandra deu-nos uma estupenda versão de “Ven y ven“, que em nada ficou a dever à de Sara MONTIEL.

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Mari Angeles , solta como nunca, cantou – bem! – “Me gusta mi novio“, luzindo um elegante vestido de Miguel REYES.

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2M

Se Llama Copla – 2009/2010 – Gala 6 – 24.10.2009

Convidada: Maria GRACIA, sevilhana e afilhada de Carmen SEVILLA, conhecida pela sua colaboração consistente e desinteressada na actividade de várias ONG.

Esteve atenta, e foi clara e pertinente nos seus comentários. Foi equilibrada e positiva na atribuição de pontuações, cumprindo assim com distinção a principal missão do membro convidado. Uma grande senhora!

Pepe GOMEZ continua a estabilizar o seu desempenho, que uma vez se pode qualificar de impecável. A inteligência e justiça com que pontuou Mercedes RIOS –  em manifesta e justificada dissensão com Maria JIMENEZ e Hilário, que não ousaram dar 9  – foram decisivas para que a algecirenha fosse a melhor classificada da noite. Coincidindo esta gala com o dia do seu aniversário, daqui o felicitamos e lhe desejamos uma vida longa, sã, e feliz.

Maria JIMÉNEZ não se encontrava em boa forma física, e assegurou a sua presença à custa de e manifesto esforço. Desejamos-lhe pronto restabelecimento.

Hilário prosseguiu a sua missão com a segurança que a sabedoria e longa experiência lhe permitem.

Ao contrário do que ocorria com os júris das passadas edições, são patentes a falta de coesão e a distância entre os membros deste júri, que até num detalhe menor se notam: no final da gala, quando todas as válvulas se abrem e os candidatos descarregam reunindo-se no palco o stress acumulado ao longo da noite, a ausência dos membros do júri contrasta com o que se passava nas edições precedentes.

A experiência de Hilário e a rápida aprendizagem de Pepe GOMEZ têm porém permitido assegurar um confortável nível de coerência, o que se reconhece e agradece.

Pive esclareceu de forma pedagógica e convincente a motivação da sua decisão de enviar Maria Jesús ao desafio na semana passada. Numa curta declaração, manifestou o seu desacordo pela demasiada insistência que alguns membros do júri colocam no “trabalho”, explicando que o génio e o talento são insuperáveis através do simples exercício. Partilhamos inteiramente o seu ponto de vista.

Os resultados do excelente trabalho de Marietta CALDERÓN são visíveis na forma como os candidatos progridem em termos coreográficos, e o investimento de Raquel GARCIA vem sendo sucessivamente comprovado ao longo do programa. Lamentamos que nas noites de gala não seja dado a ambas o destaque (pelo menos profissional) que merecem. Daqui as cumprimentamos pela excelência do trabalho que executam!

Os bailarinos continuam excelentes, e o desempenho de Cristina enriqueceu imenso a “Niña de fuego” interpretada por Laura LARREA, e foi de cortar a respiração.

O Reverendo Padre Medina desapareceu do cenário, o que se aplaude e nos permite retirá-lo do rol de referências obrigatórias.

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Como Hilário oportunamente referiu, foi uma noite de obras-primas, em que no nosso modesto entender se destacaram particularmente:

Selene MOLINA, que de forma intensa mas intimista cantou se entregou totalmente a “Torre de arena”. Teve alguns problemas de controlo da respiração, que superou graças ao dominio que tem de si própria. Cada vez mais admiramos a resiliência psicológica e o impressionante self control de Selene, cuja resistência à adversidade é tanto mais admirável quanto se trata de uma jovem de tão só dezasseis anos.

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Juán Carlos, numa interpretação correctíssima da velha “Campanera“, enriquecida por uma excepcional prestação coreográfica.

María Jesús DURÁN brilhou e pontuou cantando “Clavá en mi amargura“, uma copla pouco divulgada estreada em 1959 por Marifé de Triana, o que é tanto mais meritório quanto sabemos que os telespectadores são mais sensíveis aos temas conhecidos.

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À última gala excepcional para Mayka GARCIA, sucedeu uma gala muito difícil. Coube-lhe interpretar “Yo soy… esa“, o que, no nosso entender, levou a cabo com bastante mais brilho do que os 27 pontos que obteve do júri permitem supor. Luziu um belissimo vestido criado por Luchi CABRERA, e foi salva do desafio por Pive AMADOR, o que mereceu aplausos dos presentes, a que nos associamos.

Abraham RUIZ caiu no desafio por vontade do público (e de Pive AMADOR), apesar da sua  interpretação correctíssima de “El Maletilla”. Não teve qualquer dificuldade em vencer a desafiante Montse IGLESIAS, voz prometedora, mas por enquanto inexperiente e insegura.

Incidentalmente, é interessante comparar o descontrolo emocional de Abraham com os nervos de aço de Selene, pois ilustram a palete de tipos humanos que Se Llama Copla apresenta ao público, e constituem uma das razões do extraordinário sucesso do concurso.

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As melhores presenças da noite foram:

Sandra ARCO, que nos impressionou sobremaneira interpretando “Calle Elvira“, uma fabulosa composição inspirada num poema de GARCIA LORCA. Tem o estofo dos grandes artistas, transfigura-se cantando, e mesmeriza a audiência. Auguramos-lhe uma carreira excelente dentro e fora do concurso.

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Alejandra RODRÍGUEZ mais uma vez colocou a sua inimitável cor de voz ao serviço de “Mentira y maldad“, um belíssimo texto de Rafael de LÉON. Ritmo impecável, versatilidade invejável, bom gosto, contenção inteligente. Perfeita!

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Laura María LARREA arrebatou o publico e os telespectadores com uma magistral interpretação da “Niña de Fuego“. Vestido distintíssimo de Amparo MACÍA.

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E é ainda com um grande prazer que este blog se congratula pelo sucesso alcançado por Mercedes RÍOS! Cantou En tierra estraña” com a delicadeza, a classe e a distinção que a caracterizam. Os 35 pontos que o júri lhe atribuiu pecaram por curtos, mas os telespectadores corrigiram eficazmente. Vestido de impressionante elegância e sobriedade de Petro VALVERDE.

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EM CONCLUSÃO: OBRIGADO ANDALUZIA POR MAIS UMA GRANDE, GRANDE GALA!

2M

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