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Copla da semana – Una cantaora

“Una cantaora”, copla por seguidillas de Quintero, León e Quiroga.

Se Lama Copla 02 – Gala 25, 14.03.2009.

Inma GARCIA prestou uma magistral homenagem à virtuosidade musical e poética dos autores, honrando e colocando-se à altura das maiores que também a cantaram: Juanita REINA, Luisa ORTEGARocio JURADO, Imperio de TRIANA. Acompanhada por bailaores exímios, Inma DEL RIO – ela também cantaora e bailaora exímia – deu à copla e aos telespectadores um dos momentos mais mágicos e fascinantes que a RTVA teve o privilégio de difundir.

Vestido distintíssimo de Loli VERA.

© CanalSur

LEÓN, QUINTERO E QUIROGA
Una Cantaora

Buscando otro cielo la Lola se va,
buscando otro cielola Lola se va.
Me queda un consuelo ponerme a cantar.
Me duele el sentío de tanto sufrir
y al ver que la gloria del cariño mío
me ha dejado aquí.

Siempre de camino por tierra y por mar
y aunque entre la rosa me sangre una espina
mi sino es cantar.
Que una cantaora es solo canción
y a nadie le importa si rie o si llora,
este corazón.

Cantando la Lola se va por los mares,
se va por los mares,
pero no murmuren porque vaya sola,
voy con mis pesares.

El mundo adelante voy a recorrer.
Me llevo mi cante, me dejo un querer.
Me voy de su vera con este dolor,
que entre luna y viento colgarlo quisiera
del palo mayor.

Siempre de camino por tierra y por mar
y aunque entre la rosa me sangre una espina
mi sino es cantar.
Que una cantaora es solo canción
y a nadie le importa si rie o si llora,
este corazón.

Cantando la Lola se va por los mares,
se va por los mares,
pero no murmuren porque vaya sola,
voy con mis pesares,
primo de mi alma, voy con mis pesares.

Se Llama Copla – 2009/2010 – Gala 15 – 26.12.2009


Convidada: A cantaora Carmen PACHECO RODRÍGUEZ, mundialmente conhecida pelo seu nome artístico – Carmen LINARES.

Prémio Nacional de Música 2001, Medalha de Ouro das Belas Artes em 2006. O seu disco “Raíces y Alas” obteve o galardão de Melhor Álbum de Flamenco 2008.

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Gala em que a produção tentou dar aos concorrentes algumas horas de descontracção e de boa disposição. Temas simples, executados sem pressão competitiva.

Selene
deu-nos um dos momentos mais requintados da noite interpretando “Toma que toma” um “jaleo flamenco” musicado com mestria e simplicidade geniais. Belíssima evocação de musica árabe, magistralmente bailada por Selene e primorosamente “jaleada” por Alejandra, Álvaro e Sandra. Belo vestido de Manuela BERRO.

© CanalSur

Paco embalou-nos com uma versão máscula da rumba “Que bonita es mi niña“, em que também embalou… e se fez embalar por Cristina:

© CanalSur

Cantando Sera una rosa“, Alejandra evocou sem invocar Gracia MONTES:

© CanalSur

Esteve perfeita, apesar de de cantar sob o efeito da emoção causada pela inesperada – e estupenda! – prenda de Natal com que Ortega Cano a honrou.  Olé Alejandra!

© CanalSur

Hilario e Laura proporcionaram um dos muitos momentos altos da noite interpretando “Te estoy queriendo tanto” com a força e a doçura que o texto merece. Amparo MACÍA vestiu Laura com sobriedade e suma elegância.

© CanalSur

Pepe “El Marismeño”, Verónica e Alejandra bordaram uns preciosos “Villancicos Flamencos“, prejudicados pela única nota menos agradável da noite dada por Pepe, ao omitir (deliberadamente?) o contributo de Pive AMADOR para o elevado nível musical e cultural do programa.

Juan Carlos e Laura cantaram “Canastos” (que também se intitulou “Luna de miel” e “L’amour commande“), defendendo de forma notável o grande êxito de Luís Mariano e de Gloria LASSO, catalã de Vilafranca del Penedés, que morreu no México com 83 anos, 180 discos… e nada menos que 9 maridos!

© CanalSur

Mercedes deu-nos uma graciosa versão de El Relicário, enriquecida por um distintíssimo vestido de Pedro VALVERDE.

© CanalSur

Marietta CALDERÓN, Raquel GARCIA, Cristina e Pedro incendiaram o palco com “Probe Migué“, canção originalmente intitulada “Miguel Canales“, do grande poeta e compositor colombiano Rafael CALIXTO ESCALONA MARTINEZ, popularizada em Espanha pelo grupo “Triana Pura” em ritmo de tangos por rumba.

Álvaro cantou “Mariquilla“, da autoria do jineense Jose Luis MARTINEZ GORDO, que, se os actuais métodos de marketing já existissem, teria sido disco de platina em Espanha em 1958.

© CanalSur

Os candidatos que a má fortuna obrigou a cederem o lugar no programa deliciaram-nos com uma belíssima interpretação do pasodobleAy flores de España“. Foi particularmente agradável rever Rocio MOLINA e Carolina BARROSO.

© CanalSur

Maria JIMENEZ e os candidatos masculinos interpretaram “La lista de la compra“, curioso poema musicado do grupo de pop-rock espanhol La Cabra Mecánica.

Sandra deu-nos uma estupenda versão de “Ven y ven“, que em nada ficou a dever à de Sara MONTIEL.

© CanalSur

Mari Angeles , solta como nunca, cantou – bem! – “Me gusta mi novio“, luzindo um elegante vestido de Miguel REYES.

© CanalSur

2M

Se Llama Copla – 2009/2010 – Gala 7 – 31.10.2009

Convidado: Juan Antonio VALDERRAMA CABALLERO, filho de Dolores ABRIL e de Juanito VALDERRAMA, cantador notável e licenciado em jornalismo, recém-chegado do Cairo, em cuja Ópera deu um concerto para 1500 espectadores no passado dia 26 de Outubro. Durante a estadia ministrou um curso magistral para músicos egípcios, sobre o flamenco e as suas origens, no Instituto Cervantes do Cairo, o que constitui não só evidência do seu nível pessoal, mas também do empenho que a Espanha aplica na divulgação da riqueza cultural do Reino, contrastante com a atitude oficial corrente de ambas as Republicas vizinhas.


© Juan Valderrama

Homem de arte e de cultura, as suas intervenções brilharam pela pertinência, pela serenidade e equilíbrio. Contribuiu para mais uma gala excelente!

Pepe GOMEZ esteve atentíssimo, cada vez mais à vontade e integrado na missão que lhe é confiada. Por vezes parece ser vitima (quiçá involuntária) de algum seguidismo de uma presumível FAP – “Frente Anti-Pive”, que esperamos não afecte a sua objectividade e independência.

Maria JIMÉNEZ errática e ausente. Confessou que a voz se lhe embarga quando se emociona, o que é digno de respeito e consideração. Persistimos desejando-lhe pronto restabelecimento.

Hilário estava em plena forma, e – tanto quanto pudemos deduzir das declarações que fez em off – “buscando pelea” com Pive. Passam-se obviamente coisas nos bastidores que explicam toda esta agitação, e só desejamos que não afectem [demasiado] os concorrentes.

Pive defendeu com brio a sua perspectiva principalmente artística e estética do programa, em oposição à investida dos stakanovistas da copla.

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Tiveram actuações de destaque nesta Gala Sétima:

Mercedes RÍOS defendeu – e muito bem! – “Los piconeros”. Copla por bulerías, cheia de história, escrita para Império ARGENTINA, tem versões magnificas cantadas por Concha PIQUER, Rocío JURADO, Amália RODRIGUES, e – em alemão! – pela cantora original e por Penélope CRUZ. Mercedes assumiu decididamente o recuo e a serenidade que a sua estatura pessoal e intelectual justificam. Não se deixou arrastar para polémicas baratas e inconsequentes, e assumiu com estoicismo imperturbável o rigor do júri. Daqui a saudamos com toda a admiração!

Sandra ARCO manteve o seu excelente nível interpretando ”Como dos barquitos”.

Gostámos da interpretação de “Señora vecina” por Marka GARCÍA, mas fomos desagradavelmente surpreendidos pela polémica em que se envolveu investindo-se em análises comparativas das pontuações dos outros concorrentes em relação às suas. Maika parece não ter compreendido que em Se Llama Copla é exclusivamente o júri quem pontua, e o público quem procede à ponderação comparativa. Foi algo deselegante, e não será de estranhar que nas próximas galas a deselegância lhe venha a ser cobrada pelos telespectadores.

Manolo de mis amores” foi fatal para María Jesús DURÁN, que terminou a sua participação no concurso com grande dignidade. Desejamos-lhe saúde e serenidade, tal como desejamos uma brilahnte presença ao seu sucessor, Francisco José QUINTANA.

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As melhores presenças da noite foram:

Laura María LARREA
, que cantou “Cuna cañí” com a força da sua excelente voz (porventura algo estridente) e técnica perfeita. É contudo lamentável que se envolva [ela também…] em polémicas estéreis e deselegantes.

Selene MOLINA esteve magistral e arrebatadora pedindo “Limosna de amores” ao som da magnifica orquestra, num vestido precioso de Aurora GAVIÑO. Imperturbável, serena, atenta. Além de artista nata de altíssima craveira, é uma das personagens humanamente mais ricas e originais de Se Llama Copla.

© CanalSur

Alejandra RODRÍGUEZ, com “El Emigrante“, foi indubitavelmente a rainha da noite – não só pela pontuação, mas sobretudo pelo duende magistral, pelo quejío finíssimo, pela emoção imensa que transmitiu a milhões de telespectadores, a quem deixou sem palavras.

© CanalSur

Foi vestida com gosto, elegância e requinte notáveis por Luchi CABRERA.

2M

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